quarta-feira, 24 de setembro de 2014

noite nº 16

o contraste do meu corpo
e de toda essa noite fria
entre a palidez da pele
e a língua-viva
vermelha e quente e corrosiva
derretendo as palavras não ditas
em forma de saliva
fazendo de mim lugar de tua escrita
onde os versos e os não versos
me comem.

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vírgula